{"id":2045,"date":"2026-02-26T20:44:21","date_gmt":"2026-02-26T23:44:21","guid":{"rendered":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/?p=2045"},"modified":"2026-02-26T20:48:32","modified_gmt":"2026-02-26T23:48:32","slug":"inovacao-o-que-sao-e-para-que-servem-as-terapias-regenerativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/en\/new\/inovacao-o-que-sao-e-para-que-servem-as-terapias-regenerativas\/","title":{"rendered":"Inova\u00e7\u00e3o: o que s\u00e3o e para que servem as terapias regenerativas"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, o uso de terapias regenerativas \u2013 na medicina como um todo, na dermatologia e na est\u00e9tica em geral \u2013 vem se tornando cada vez mais comum. A proposta que une essas t\u00e9cnicas \u00e9 reparar c\u00e9lulas e tecidos.<\/p>\n<p><strong>&#8220;De uma maneira bem simplificada, podemos dizer que o objetivo das terapias regenerativas \u00e9 fazer uma c\u00e9lula que est\u00e1 envelhecida voltar a funcionar como nova&#8221;<\/strong>, explica a dermatologista Gabriela Capareli, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatol\u00f3gica. Para atingir essa meta, costuma-se utilizar subst\u00e2ncias que estimulam o processo de autorregenera\u00e7\u00e3o celular. Algumas s\u00e3o de origem aut\u00f3loga, produzidas a partir do pr\u00f3prio organismo; outras, varia\u00e7\u00f5es processadas em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<h2>Quando o pr\u00f3prio corpo \u00e9 a fonte da repara\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Tr\u00eas das subst\u00e2ncias que v\u00eam sendo mais utilizadas nas terapias regenerativas s\u00e3o o PRP, os exossomos aut\u00f3logos e as c\u00e9lulas-tronco. O PRP, ou plasma rico em plaquetas, \u00e9 produzido a partir do sangue do paciente. Por ser rico em fatores de crescimento, esse fluido carrega o poder de estimular a prolifera\u00e7\u00e3o celular, a repara\u00e7\u00e3o de tecidos e a produ\u00e7\u00e3o de col\u00e1geno.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2048\" src=\"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/post-inovacao-02.jpg\" alt=\"\" width=\"927\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/post-inovacao-02.jpg 927w, https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/post-inovacao-02-300x166.jpg 300w, https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/post-inovacao-02-768x424.jpg 768w, https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/post-inovacao-02-18x10.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 927px) 100vw, 927px\" \/><\/p>\n<p>Os exossomos aut\u00f3logos tamb\u00e9m se originam do pr\u00f3prio sangue do paciente. Essas microves\u00edculas presentes naturalmente em nosso organismo s\u00e3o respons\u00e1veis pela sinaliza\u00e7\u00e3o entre as c\u00e9lulas, ou seja, enviam os comandos para que elas funcionem de uma maneira eficaz. A ideia por tr\u00e1s do uso dos exossomos \u00e9, mais uma vez, melhorar a performance celular e, com isso, a qualidade da pele. As c\u00e9lulas-tronco, por sua vez, s\u00e3o obtidas a partir do tecido gorduroso. Sabe-se hoje que a gordura humana \u00e9 um rico reservat\u00f3rio desse ativo biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>As c\u00e9lulas-tronco, por sua vez, s\u00e3o obtidas a partir do tecido gorduroso. Sabe-se hoje que a gordura humana \u00e9 um rico reservat\u00f3rio desse ativo biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A centrifuga\u00e7\u00e3o ou a ultracentrifuga\u00e7\u00e3o s\u00e3o os m\u00e9todos mais utilizados para a obten\u00e7\u00e3o do PRP e dos exossomos aut\u00f3logos. J\u00e1 as c\u00e9lulas-tronco s\u00e3o provenientes da gordura extra\u00edda, por aspira\u00e7\u00e3o, de regi\u00f5es que apresentam seu ac\u00famulo (o abd\u00f4men, por exemplo). Depois de aspirado, o material passa por uma centrifuga\u00e7\u00e3o (para que haja uma concentra\u00e7\u00e3o maior de c\u00e9lulas tronco) e \u00e9 imediatamente reinjetado. Todos esses procedimentos devem ser realizados com o aux\u00edlio de equipamentos espec\u00edficos e seguindo os devidos cuidados sanit\u00e1rios.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2049\" src=\"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/post-inovacao-03.jpg\" alt=\"\" width=\"927\" height=\"618\" srcset=\"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/post-inovacao-03.jpg 927w, https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/post-inovacao-03-300x200.jpg 300w, https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/post-inovacao-03-768x512.jpg 768w, https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/post-inovacao-03-18x12.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 927px) 100vw, 927px\" \/><\/p>\n<h2>PDRN e exossomos vegetais<\/h2>\n<p>Al\u00e9m dos ativos provenientes do organismo do pr\u00f3prio paciente, duas outras subst\u00e2ncias v\u00eam ganhando os holofotes entre as terapias regenerativas: o PDRN e os exossomos vegetais.<\/p>\n<p>O PDRN, extra\u00eddo de fragmentos de DNA encontrados no esperma do salm\u00e3o, atua tanto como anti-inflamat\u00f3rio como estimulando a s\u00edntese de col\u00e1geno. Gra\u00e7as a essas propriedades, tem trazido \u00f3timos resultados na regenera\u00e7\u00e3o da pele.<\/p>\n<p>Os exossomos vegetais, por sua vez, apresentam benef\u00edcios similares ao dos exossomos aut\u00f3logos. Por\u00e9m, como o pr\u00f3prio nome adianta, s\u00e3o derivados de plantas \u2013 principalmente da rosa damascena.<\/p>\n<h2>Como \u00e9 o uso em consult\u00f3rio<\/h2>\n<p>No Brasil, apenas a aplica\u00e7\u00e3o cosm\u00e9tica da maioria das terapias regenerativas \u00e9 regulada. Isso significa que elas s\u00e3o liberadas somente para uso t\u00f3pico. Tratamentos associados com o microagulhamento ou com outros tipos de microperfura\u00e7\u00f5es (feitas com laser ou com eletropora\u00e7\u00e3o, por exemplo), assim como a utiliza\u00e7\u00e3o na forma injet\u00e1vel, ainda s\u00e3o, em grande parte, considerados experimentais. Isso ocorre principalmente com aqueles de origem n\u00e3o aut\u00f3loga. O aval da Anvisa, Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria, ainda est\u00e1 em est\u00e1 em estudo para boa parte deles. Fora do Brasil, a orienta\u00e7\u00e3o costuma ser a mesma em grande parte dos pa\u00edses: fazer sempre a aplica\u00e7\u00e3o t\u00f3pica.<\/p>\n<p>H\u00e1 sim indicativos de que, ao serem aplicadas de maneira mais profunda, por meio de microperfura\u00e7\u00f5es ou inje\u00e7\u00f5es, as terapias regenerativas trariam efeitos ainda melhores. Por\u00e9m, o consenso atual \u00e9 de que mais trabalhos cient\u00edficos s\u00e3o necess\u00e1rios para comprovar os resultados que alguns profissionais t\u00eam constatado ao injetar esses ativos por iniciativa pr\u00f3pria. As terapias regenerativas, afinal, s\u00e3o ainda muito recentes e a totalidade de seus benef\u00edcios e riscos ainda precisa ser totalmente escrutinada.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, o uso de terapias regenerativas \u2013 na medicina como um todo, na dermatologia e na est\u00e9tica em geral \u2013 vem se tornando cada vez mais comum. A proposta que une essas t\u00e9cnicas \u00e9 reparar c\u00e9lulas e tecidos. &#8220;De uma maneira bem simplificada, podemos dizer que o objetivo das terapias regenerativas \u00e9 fazer [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2047,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2045","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-new"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2045","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2045"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2045\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2050,"href":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2045\/revisions\/2050"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2047"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pharmaesthetics.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}