Uma ferramenta altamente tecnológica com múltiplos propósitos: assim é o ultrassom microfocado, aparelho que conquista os profissionais da saúde e seus pacientes não só pela qualidade dos resultados, mas também por seu amplo espectro de utilização. Em um momento em que os tratamentos antienvelhecimento vêm sendo planejados de forma cada vez mais detalhada, com objetivo tanto de corrigir questões que incomodam como de prevenir que os sinais da idade se acentuem, o equipamento ganha protagonismo e é fácil entender o porquê.
Em primeiro lugar, utilizar esse tipo de energia é uma ótima estratégia para estimular a síntese de colágeno e para melhorar a qualidade das fibras já existentes na pele. Ganha-se, com o tratamento, mais densidade e mais elasticidade.
Um segundo ponto importante é o fato de, dependendo da profundidade para a qual é direcionado, o ultrassom reorganizar outros tecidos da face. Dois exemplos: pode promover um lifting na musculatura e uma redução do excesso de gordura, o que ajuda a redesenhar os contornos faciais.
Ao trabalhar várias camadas que dão estrutura ao rosto, o ultrassom microfocado entrega uma melhora na aparência a curto prazo e contribui para um processo de envelhecimento mais lento e mais controlado. Além disso, prepara o terreno para outros tipos de intervenção – laser, radiofrequência, injetáveis – que venham a ocorrer depois, potencializando os resultados. Sintetizando, alia eficiência a uma grande satisfação por parte do paciente.
Tecnologia cada vez mais refinada
Os aparelhos de ultrassom microfocado para uso estético surgiram há pouco mais de uma década e logo se estabeleceram como uma ótima alternativa para combater os sinais do envelhecimento. Não geram ablação e não ferem a pele – sua ação é abaixo da superfície, criando pontos de microcoagulação. Ao mesmo tempo, conseguem agir de forma potente, proporcionando melhorias muito significativas. As versões mais atuais apresentam uma ação ainda mais refinada, sem dispersão de energia, o que praticamenteelimina a dor durante o procedimento. O paciente sente somente um leve aquecimento e um repuxamento sutil, mas sem desconforto.
O Visalift, ultrassom microfocado do portfólio da Pharmaesthetics, conta com três ponteiras diferentes que podem ser utilizadas na face:
- 1,5 mm: atua na junção entre a derme papilar e a derme reticular, área com grande presença de fibroblastos, estruturas celulares que produzem o colágeno. “Ao agir sobre eles, estimula a síntese de novas fibras, melhorando a densidade da pele”, esclarece a biomédica Isabel Garcia, speaker e consultora científica da empresa.
- 3 mm: vai um pouco mais além, atingindo a região mais profunda da derme. Ao acioná-la, o foco é na reorganização do colágeno já existente.
- 4,5 mm: a ponteira do Visalift com ação mais profunda chega até o SMAS, o tecido que conecta a gordura subcutânea e a musculatura. Provoca uma contração nessa área, o que traz o efeito lifting. Essa mesma ponteira pode promover a redução da gordura excessiva.
Frequência de tratamento: customização da agenda é o ideal
A periodicidade ideal das sessões de ultrassom microfocado não é padrão: o protocolo deve ser customizado segundo as necessidades e o momento de vida do paciente. “Uma pele mais envelhecida vai necessitar de mais intervenções, que podem ocorrer dentro de um intervalo menor de tempo”, explica Isabel Garcia. Já quando o foco é prevenir, as aplicações costumam ser mais espaçadas. Ou seja, o intervalo entre uma sessão e outradepende da situação da pele e do objetivo a ser alcançado.
Essa flexibilidade na montagem do protocolo tem relação direta com a evolução da tecnologia. Como o equipamento se tornou mais preciso, ele preserva melhor os tecidos vizinhos, agindo pontualmente apenas onde se quer atuar. Mas, ressalva a especialista, tudo deve ser calculado de forma a otimizar os resultados sem estimular excessivamente a pele. “O especialista deve fazer um planejamento cuidadoso pois, em excesso, o uso de energia pode levar a um resultado oposto ao esperado, provocando, em vez de melhora, uma degradação”, alerta.
Já em relação à associação com outras tecnologias ou com injetáveis, a especialista recomenda que, de início, o especialista respeite um espaçamento de um mês entre a sessão de ultrassom microfocado e qualquer outro tratamento. Quando o acompanhamento do paciente se torna regular, aí sim é possível tanto diminuir o intervalo como até mesmo combinar o ultrassom com outra terapia em um mesmo momento.
Vale reforçar que, como todas as tecnologias, o ultrassom microfocado entrega os melhores resultados quando está associado às melhores técnicas de aplicação. Por isso, é de fundamental importância buscar profissionais de saúde treinados e com experiência para fazer o tratamento com o aparelho.

